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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ola. Bom dia!

Não perca! Nesta quinta-feira, dia 01 de dezembro, "O Laboratório de Metodologia Científica", uma atividade do Grupo PET de Pedagogia do Campus de Palmas.

Que apresentará a temática: "Pesquisa quanti-qualitativa".

Petiano expositor: Glaisson dos Santos Cardeal.

Será das 18h00min às 19h00min no Auditório do Bloco "A".

 Sua presença é indispensável para o sucesso deste evento.

Att,
Leudy Cardoso
Bolsista do Programa de Educação Tutorial - PET do Curso de Pedagogia Campus de Palmas.
Coord. de Ensino Pesquisa e Extensão do CAPed/UFT/CUP

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O processo eleitoral para o DCE/UFT, o movimento estudantil, os militantes e a seguinte incógnita: votar ou não votar? Eis a questão...

Novamente o ciclo se reinicia. Para quem já é veterano na Universidade Federal do Tocantins não é novidade o fato de algumas pessoas interromperem a aula e solicitarem ao professor quinze minutinhos para apresentarem suas propostas para a gestão anual do DCE. Eles chegam com mochilas nas costas, panfletos em punho, adesivos no peito, alguns despenteados e até moribundos, outros com olhares vibrantes ostentando confiança, mas todos com seus velhos discursos decorados e pronunciados de forma enfadonha. Enquanto o candidato à presidência recita, os demais componentes tratam de distribuir a nobre papelada, carregada de propostas mirabolantes, para transformar a Universidade: ampliar a assistência estudantil, construir laboratórios, creches, restaurantes, ginásios e por aí vai, ou seja, apresentam uma variedade de proposições para conquistar o voto e a confiança dos “apáticos” colegas de Instituição! E há uma diversidade de chapas. Cada uma juga-se mais competente que a outra para coordenar os rumos do movimento estudantil na Universidade. São alunos e alunas que se definem como militantes do movimento estudantil. Falam da importância de votar, de como o histórico dos candidatos devem ser analisados, mas não são suficientemente honestos com seu eleitorado. De fato, para nós, veteranos, esse ciclo-vicioso não é novidade, é algo medíocre e enfadonho.
É medíocre porque ocorre de forma análoga ao processo eleitoral político partidário que elege os representantes da população nos cargos de vereador a presidente. É enfadonho porque são predominantemente as mesmas pessoas que, ano após ano, conduzem este ciclo. Acontece que o que presenciamos a cada processo eleitoral é um ensaio do que acontece na esfera macro da sociedade.
Inegavelmente nos vemos diante da responsabilidade de votar. Decorre daí a velha questão: em quem devo votar? “No menos pior!” Diz o aluno veterano, experiente em exercer sua pobre cidadania. Mas como saber quem é o menos pior? Quais são os critérios para tal mensuração? Se fossemos escolher em quem votar baseados nos panfletos mirabolantes e discursos enfadonhos seria uma tarefa relativamente fácil. Caberia a nós identificar qual chapa propõem aquilo que compreendemos como fundamental para a Universidade. Mas não podemos tomar tal decisão baseados apenas no que eles falam, devemos ir além e examinar o que eles fazem em seu quotidiano. Estamos então em uma situação complicada.
Atualmente temos três chapas que disputam a gestão do Diretório. Temos três “discursos diferentes”, mas ações similares: eles não são honestos, no sentido de expor suas vísceras ao nosso julgamento. Cada uma dessas chapas representam interesses diversos, alguns escamoteados, outros escancarados, mas nenhum ingênuo ou inocente. Cabe a nós a responsabilidade de identificar quem é quem nessa parada. Assim, temos que identificar quem são os candidatos, o que propõem e como pretendem executar suas propostas.
Vamos por partes, quem são eles? De modo geral estudantes vinculados a interesses de partidos políticos eleitoreiros. Estudantes sem compromisso com a Universidade, pois sua estada aqui consiste apenas em atuar enquanto marionetes destes partidos, alguns até recebem mesadas para isso. Estudantes que prestam o vestibular apenas para ter um vínculo institucional com a UFT, sem compromisso algum com sua formação acadêmica, visto que se matriculam em apenas uma disciplina, e às vezes chegam a reprova-la.
Quando passamos no vestibular da UFT ingressamos em uma Instituição pública, isso se configura, para maioria das pessoas, como um marco condicionante de realização pessoal. Ingressamos com perspectivas diversas: queremos uma profissão, autonomia, conhecimento etc. Acontece que o quotidiano universitário pode mudar nossa vida para além de nossas perspectivas primárias. Se durante nossa graduação a Universidade não se resumir do ponto de ônibus à sala de aulas, perceberemos que a Universidade se configura como uma realidade complexa. Compreender a Universidade como uma realidade, implica compreender essa mesma realidade, e compreendê-la não como algo dado, natural, mas como uma construção social. Assim, temos que ter claro que a UFT possui sua história, e esta revela que sua construção foi desencadeada por diversos atores.
Uma Universidade se caracteriza devido à indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, é essa tríade que nos possibilita uma educação de qualidade. Portanto, se nossa graduação se resume ao ensino, como podemos ter uma educação de qualidade? E ainda que tenhamos uma educação de qualidade, precisamos nos ater a que qualidade essa educação remete. Devemos sempre nos questionar sob que condições estamos nos graduando na UFT. Essas condições são favoráveis a nossa permanência com qualidade?
Dentro da UFT encontramos três categorias centrais que desencadeiam efetivamente o processo de construção da Universidade, são elas: Trabalhadores Técnico-administrativos; Discentes; e Docentes. Essas três categorias definem, através dos espaços de deliberação institucional, a identidade da Universidade. Cada uma destas três categorias tem entidades que as representam nos espaços deliberativos, promovem discussão acerca da universidade, acerca da sua categoria, de suas condições de trabalho, no caso docente e técnico-administrativo, e de graduação, no caso discente, ou seja, os trabalhadores técnico-administrativos e os trabalhadores docentes têm seus sindicatos e os discentes tem o DCE para apresentarem e defenderem seus interesses.
Nos últimos meses vivemos um processo de participação política na UFT ligeiramente acentuado. Tivemos consultas eleitorais para Diretores de campis, uma greve Docente, e uma greve dos trabalhadores Técnico-administrativos, e, atualmente, a eleição para o DCE, sem falar que ano que vem teremos consulta eleitoral para Reitor da Universidade. Essa conjuntura revela que dentro da UFT existem disputas, confrontos de interesses, contradições. Diante do exposto, voltamos à seguinte questão: votar ou não votar?
Já revelamos quem são os candidatos, mas antes de responder se devemos votar ou não, cabe-nos agora fazer uma breve descrição do movimento estudantil e do papel que ele desempenha no processo de construção da UFT. Institucionalmente, o movimento estudantil se organiza a partir de suas entidades representativas: Diretório Central dos Estudantes (DCE), que representa os discentes de todos os campis da UFT; Diretórios Acadêmicos (DAs), que representa todos os estudantes de determinado campus; e Centros Acadêmicos (CAs), que representa todos os estudantes de determinado curso. Por espaços deliberativos entendemos o Conselho Universitário (Consuni), o Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão (Consepe); os Conselhos Diretor de Campus; e os Colegiados de Cursos.
Para que a representação discente ocorra de forma comprometida com os anseios e reivindicações dos representados, cabe às entidades (DCE, DAs e CAs) promover debates e discussões com os estudantes. Estas discussões podem acontecer em fóruns, assembleias, reuniões etc. para que os membros das diretorias das entidades possam representar os estudantes de forma efetiva. No caso das greves referenciadas acima, o apoio do movimento estudantil é fundamental. No caso da UFT, os membros do DCE, sem realizar nenhuma assembleia discente, manifestaram repúdio à greve docente e se aproveitaram da situação para tirar fotos com personalidades políticas em Brasília – DF. Cabe ressaltar que a construção consciente e comprometida de uma Universidade decorre da articulação entre as três categorias, a desarticulação delas é interesse do grupo dominante que detêm supremacia nos espaços deliberativos.
Neste sentido, o movimento estudantil predominante na UFT negligencia seu corpo discente, pois o compromisso firmado entre os militantes não é com sua base política, mas sim, com partidos políticos eleitoreiros e, pasmem: grupos empresariais! Mesmo que de forma escamoteada é assim que se dá o processo. Uma das formas para perceber a relação entre militantes do movimento estudantil e partidos políticos eleitoreiros é questionar a fonte de recursos usados no processo eleitoral: os panfletos mirabolantes, as viagens de Mitsubishi de um campus a outro, as reuniões em bares, boates e churrascos em residências, etc. Se essas chapas fossem minimamente honestas com seu eleitorado prestariam conta dos recursos utilizados na campanha. Campanha, isso mesmo! No entanto, não nos iludamos, o corpo discente não é cego para essas questões. Se lembrarmos do ultimo processo eleitoral para o DCE/UFT e nos atermos ao número de votantes, perceberemos que há uma crise de representatividade imperando no movimento estudantil, visto que ano passado, quando a UFT tinha pouco mais de 10 mil estudantes, a soma dos votos no processo eleitoral não contabilizou se quer quatro mil votantes. Podemos daí, formular várias hipóteses sobre a abstenção de votos, mas sustentamos veementemente que o movimento estudantil na UFT carece de novas bases teóricas de sustentação, carece de uma prática que se fundamente no quotidiano dos estudantes que coordenam o movimento estudantil na UFT e encaminham as decisões do corpo discente.
A UFT carece de um movimento estudantil pautado em uma práxis caracterizada pelo comprometimento dos estudantes com a construção de uma Universidade que se configure como um instrumento de transformação social, que conteste a realidade. Neste sentido, a resposta à questão: se devemos votar ou não se encontra nas entrelinhas do presente texto. Para finalizar, propomos que cada curso construa um coletivo que conteste a realidade do movimento estudantil e lance bases para uma militância comprometida com os estudantes.


Diogo Texeira de Castro
Coordenador de Atividades Sociais do CA de Pedagogia
diogotcs@hotmail.com
Renan Rocha Gonçalves
Coordenador Geral do CA de Pedagogia
renan_ped@uft.edu.br 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A eleição para o DCE e a crise de representatidade do movimento estudantil.

Saudações, colegas.

O CAPed não poderia deixar de manifestar sua opinião quanto ao processo eleitoral que elegerá a nova diretoria do DCE para o próximo ano. Quem teve a oportunidade de participar da reunião extraodinária que convocamos na última sexta-ferira, dia 18, no Auditório do bloco "A", percebeu que não estamos manifestando apoio a nenhuma das chapas. Pelo contrário, estamos questionando a realidade do movimento estudantil. A partir da nossa analise de conjuntura, constatamos que o movimento estudantil encontra-se em crise de representatividade. Basta lembrar que, na última eleição, quando a UFT tinha pouco mais que 10 mil estudantes, a soma de todos os votos no processo não computaram sequer quatro mil votantes.

Precisamos identificar quais são os condicionantes dessa crise. Compreendemos que ela decorre da repulsa, por parte do corpo discente, da forma como se estrutura o movimento estudantil na UFT.  Temos a disputa de grupos em torno da gestão do DCE. Cada grupo representa interesses diversos. Se nos atermos ao contexto atual, podemos perceber que os três grupos representam interesses alheios à Universidade e ao corpo discente.


Votar ou não é uma questão subjetiva. O que propomos, e já iniciamos o processo, é a construção de um coletivo estudantil para lancar bases de fundamentação para uma nova praxis discente, no que diz respeito à militancia no movimento estudatil. A partir desta nova prática poderemos ocupar nossos espaços na Universidade para construi-la como um mecanismo de transformação social.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PLENÁRIA DE ESCLARECIMENTO AOS DISCENTES SOBRE A GREVE



Bom dia a todos os discentes da UFT, Gostaria de convida-los para uma Plenária sobre a greve docente na UFT e no Brasil. Entendemos o momento delicado que ora se deflagra nas Universidades Brasileiras. Este momento vai ser de esclarecimento sobre os impasses e a necessidade de fortalecimento da Greve Docente. Precisamos entender que esta é mais do que uma luta salarial, mas que reivindica melhores condições para a educação, que implica o reconhecimento de sua importância para o país. Posicionarmos contra os professores é interesse dos governistas que buscam nos desarticular e enfraquecer as lutas por uma educação verdadeiramente de qualidade.

ONDE?: UFT/CUP BLOCO I
QUE HORAS?: 14:00
QUANDO?: DIA 29/08 (HOJE)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

SERÁ UMA PIADA? NA PRESSÃO??? PELEGOS DE PLANTÃO!!!
Por Marcio Frota
Pedagogo, egresso do Curso de Pedagogia UFT/CUP.


Aos estudantes sensatos!

Vejam só,

Estão em Brasília fazendo manifestação em favor da educação. Agora me pergunto: sobre qual educação saíram em defesa? Certamente não será sobre aquela defendida por poucos e ousados professores da UFT (Palmas e Miracema) isto seria uma contradição. Como? Eles acusaram nossos destemidos, conscientes e pioneiros professores de desorganizados, interesseiros, precipitados e agora vão a Brasília. Pra quê? Isso é piada de salão. É também contradição. É coisa de pelego de plantão!

Fazem isso para confundir nossos estudantes que como camelos no deserto buscam por "aula" a qualquer preço. Ainda que tenham que pagar com a vida profissional desqualificada.

Seus objetivos são outros. Sem dúvida já descobriram que pelo caminho mais sensato não alcançariam sua meta. Assim, vendem-se por migalhas, promessas de candidatura, ainda que não seja para serviço do povo. Mas o que importa o povo? Eles nunca se sentiram povo. Não sabem o que significa isso. Lembram-se do povo apenas quando querem sair bem nas fotos para postar nas rede sociais.

Convoco os estudantes sensatos, que não exigem aula por aula. Mas que exigem educação de qualidade que possam compartilhar essa nota. Apoiem seus professores. Verdadeiros profissionais que não estão em sala de aula num faz de conta. Como gostariam os estudantes descompromissados!

terça-feira, 23 de agosto de 2011


Moção de apoio ao movimento grevista na UFT



Considerando a atual conjuntura politica da UFT nós, do Centro Acadêmico de Pedagogia do Campus de Palmas, manifestamos nosso apoio ao movimento grevista que se deflagrou no semestre passado. Dos motivos que temos para apoiar a greve docente e a greve dos servidores técnicos administrativos vamos enfatizar dois, a saber: o sentimento de pertença à classe trabalhadora; e a compreensão de que o movimento grevista que se manifesta atualmente está situado no âmbito de reivindicação de movimento estudantil da UFT.
O sentimento de pertença à classe trabalhadora se materializa cotidianamente nossas vidas, visto que o corpo discente do curso de pedagogia é constituído majoritariamente de trabalhadoras e trabalhadores que sentem na pele o que é ter condições de trabalhos desfavoráveis.
Reivindicar melhorias é justo e necessário! Compreendemos que melhorar minimamente as condições de trabalhos dos docentes e técnicos, diretamente pode se desdobrar em melhorias nas condições de ensino, pesquisa e extensão às quais estamos submetidos nesta periférica instituição.
Não concordamos com a postura do DCE, que diz apoiar a greve docente, no entanto, a juga precipitada; em que consiste tal apoio?
Pensamos que esperar condições ideais para deflagrar uma greve é tolice. É claro que a greve não é interesse de todos os docentes, e para perceber isso devemos romper com o imediatismo do senso comum; a quem interessa uma greve?

Encerramos lançando uma questão para nossos colegas estudantes refletirem: que papel deve desempenhar o movimento estudantil em geral e o estudante em particular diante de uma greve como a que se manifesta hoje na UFT?